sábado, 19 de março de 2011

Mapa da África

Adinkra



SANKOFA


"Volte e pegue o que importa", "resgatar a memória para continuar fazendo história no presente”.

sábado, 2 de outubro de 2010

Ogum


Ogum dá aos homens o segredo do ferro

Na Terra criada por Oxalá, em Ifé, os orixás e os seres humanos trabalhavam e viviam em igualdade.Todos caçavam e plantavam usando frágeis instrumentos feitos de madeira,pedra ou metal mole.
Por isso o trabalho exigia grande esforço.Com o aumento da população de Ifé, a comida andava escassa. Era necessário plantar uma área maior.
Os orixás então se reuniram para decidir como fariam para remover as árvores do terreno e aumentar a área da lavoura. Ossaim , o orixá da medicina, dispôs-se a ir primeiro e limpar o terreno.
Mas seu facão era de metal mole e ele não foi bem sucedido. Do mesmo modo que Ossaim, todos os outros orixás tentaram um por um, e fracassaram na tarefa de limpar o terrno para o plantio.
Ogum,que conhecia o segredo do ferro,não tinha dito nada até então.Ogum pegou seu facão,de ferro,foi até a mata e limpou o terreno.
Os orixás,adminrados,perguntaram a Ogum de que material era feito tão resistente facão.
Ogum respondeu que era o ferro, um segredo recebido de Orunmilá (Ifá).
Os orixás invejavam Ogum pelos benefícios que o ferro trazia,não só à agricultura,como à caça e até mesmo à guerra. Por muito tempo os orixás importunaram Ogum para saber do segredo do ferro, mas ele mantinha o segredo só para sí. Os orixás decidiram então oferecer-lhe o reinado em troca de que ele lhes ensinasse tudo sobre aquele metal tão resistente. Ogum aceitou a proposta.
Os humanos também vieram a Ogum pedir-lhe o conhecimento do ferro. E Ogum lhes deu o conhecimento da forja,até o dia em que todo caçador e todo guerreiro tiveram sua lança de ferro.
Mas, apesar de Ogum ter acietado o comando dos orixás , antes de mais nada ele era um caçador.
Certa ocasião,saiu para caçar e passou muitos dias fora numa difícil temporada.
Quando voltou da mata, estava sujo e maltrapilho.
Os orixás não gostaram de ver seu líder naquele estado.Eles o desprezaram e decidiram destituí-lo do reinado.Ogum se decepcionou com os orixás, pois, quando precisaram dele para o segredo da forja,eles o fizeram rei e agora diziam que não era digno de governá-los. Então Ogum banhou-se,vestiu-se com folhas de palmeiras desfiadas,pegou suas armas e partiu.
Num lugar distante chamado Irê, construiu uma casa embaixo da árvore de acocô e lá permaneceu. Os humanos que receberam de Ogum o segredo do ferro não o esqueceram.
Todo mês de dezembro,celebram a festa de Iudê-Ogum,caçadores,guerreiros,ferreiros e muitos outros fazem sacrifícios em memória de Ogum. Ogum é o senhor do ferro para sempre.

Referência Bibliográfica
PRANDI,Reginaldo: Mitologia dos Orixás.São Paulo: Companhia das Letras,2001

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Oxalá

Oxalá ou Obatalá: Divindade da criação,pai de todos os Orixas.




No começo, o mundo era todo pantanoso e cheio d`água, um lugar inóspido,sem nenhuma serventia. Acima dele havia o Céu,onde viviam Olorum e todos os Orixás,que às vezes desciam para brincar nos Pântanos insalubres.
Desciam por teias de aranhas penduradas no vazio.
Ainda não havia terra firme, nem homem existia.Um dia Olorum chamou à sua presença Oxalá, o Grande Orixá.Disse-lhe que queria criar terra firme lá em baixo e pediu-lhe que realizasse tal tarefa.
Para a missão,deu-lhe uma concha marinha com terra,uma pomba e uma galinha com pés de cinco dedos.
Oxalá desceu so pântano e depositou a terra da concha.Sobre terra pôs a pomba e a galinha e ambas começaram a ciscar.
Foram assim espalhando a terra que viera na concha até que terra firme se formou por toda parte.
Oxalá voltou a Olorum e relatou-lhe o sucedido.
Olorum enviou um camaleão para inspecionar a obra de Oxalá e ele não pôde andar sobre o solo que ainda não era firme.
O camaleão voltou dizendo que a Terra era ampla , mas ainda não suficientemente seca.
Numa segunda viagem o camaleão trouxe a notícia de que a Terra era ampla e suficientemente sólida,podendo-se agora viver em sua superfície.
O lugar mais tarde foi chamado Ifé,que quer dizer ampla morada.
Depois Olorum mandou Oxalá de volta a Terra para plantar árvores e dar alimentos e riquezas ao homem. E veio a chuva para regar as árvores.
Foi assim que tudo começou.
Foi ali, em Ifé,durante uma semana de quatro dias, que Oxalá criou o mundo e tudo que existe nele.

Referência Bibliográfica
PRANDI,Reginaldo: Mitologia dos Orixás.São Paulo: Companhia das Letras,2001

sábado, 25 de setembro de 2010

Pixinguinha - Carinhoso

Interpretação Marisa Monte, Paulinho da Viola




video

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Adinkra


Simbolo do conhecimento,da aprendizagem permanente e da busca contínua do saber

Adinkra

É um sistema de escrita ideográfica criado pelo povo Akan,originário da África Ocidental, hoje Gana. Adinkra significa adeus.


O Adinkra é a prova de que os povos africanos possuiam um sistema de escrita antes da escrita árabe- assim como os hieróglifos egípicios.

Fontes :
A cor da Cultura
ADINKRA,sabedoria em simbolos africanos. Elisa Larkin e Luis Carolos Gá(org)

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Resistência Indígena


Temos que refletir sobre o dia 19 de Abril como um dia de resistência dos vários povos indígenas que muito tem contribuído a nossa cultura brasileira .Mencionar tambem seus dramas, a falta de conscientização de parte de governantes, das elites brasileiras , de grandes ruralistas(grandes latifundíarios)e empresários que não respeitam as culturas indígenas e as zonas demarcadas d seus territórios.

Em nossa História todos sabemos que os habitantes originais eram estes mesmo povos que ocuparam a mais ou menos 15 mil anos antes de Cristo as Américas.Eram segundo alguns historiadores, mais de 5 milhões de nativos somente no território brasileiro antes da chegada dos portugueses.

Torna-se de extrema importância a política de valorização destes povos, promover o seu desenvolvimneto, respeitar suas diferenças étnicas, conhecer suas Histórias. Os indígenas resitiram no passado , resistem no presente e sempre resistiram(existirão).